Quando é que inventaram o futuro?
Os professores e amantes de História costumam justificar a importância da disciplina com o valor que o conhecimento do passado tem para compreender o presente e perspetivar o futuro. Os idealistas, preferem a fórmula idealizar o futuro e os progressistas mudar o futuro. Seja como for, existe uma grande dose de ficção em qualquer antecipação dos tempos, ficção onde se confundem aspirações com sonhos, desejos e até pulsões. Mas há uma característica do futuro que nunca poderemos descartar e de que um certo jogador de futebol português tinha uma consciência muito aguda ao afirmar que prognósticos só no fim do jogo: a imprevisibilidade.
Terá sido, salvo erro, no princípio do séc. XX que os intelectuais e artistas se empenharam de forma mais sistemática a fazer previsões e a antecipar cenários, substituindo, com as ferramentas da análise "científica", os oráculos da antiguidade clássica: do apaixonante Júlio Verne ao assustador H. G. Wells, do Toffler ao mais recente Harari, temos uma panóplia bastante variada e para todos os gostos. É, sem dúvida, um filão comercial com retorno interessante porque joga com a perturbação que a contingência, o acaso, a vicissitude e a aleatoriedade dos tempos cria nas pessoas, dando-lhes uma sensação de segurança e uma ilusão de aviso e alerta sobre o terreno que irão pisar. Habitualmente, estes oráculos científicos falham nas suas previsões, mas ninguém lhes leva a mal porque, lá está, adivinhar é proibido. O mesmo sucede com os economistas, umas das classes mais respeitadas nestes tempos de incerteza.
Esta reflexão ocorreu-me porque, nas minhas pesquisas, deparei com uma publicação muito interessante de um marqueteiro (como dizem os brasileiros) muito popular nos Estados Unidos. A publicação é - surpresa - sobre as bibliotecas do futuro. Sendo uma publicação de 2011, ainda é cedo para avaliar, mas que é uma análise interessante do passado e do presente, lá isso é.
Aqui fica. Recomendo muito a sua leitura.
Terá sido, salvo erro, no princípio do séc. XX que os intelectuais e artistas se empenharam de forma mais sistemática a fazer previsões e a antecipar cenários, substituindo, com as ferramentas da análise "científica", os oráculos da antiguidade clássica: do apaixonante Júlio Verne ao assustador H. G. Wells, do Toffler ao mais recente Harari, temos uma panóplia bastante variada e para todos os gostos. É, sem dúvida, um filão comercial com retorno interessante porque joga com a perturbação que a contingência, o acaso, a vicissitude e a aleatoriedade dos tempos cria nas pessoas, dando-lhes uma sensação de segurança e uma ilusão de aviso e alerta sobre o terreno que irão pisar. Habitualmente, estes oráculos científicos falham nas suas previsões, mas ninguém lhes leva a mal porque, lá está, adivinhar é proibido. O mesmo sucede com os economistas, umas das classes mais respeitadas nestes tempos de incerteza.
Esta reflexão ocorreu-me porque, nas minhas pesquisas, deparei com uma publicação muito interessante de um marqueteiro (como dizem os brasileiros) muito popular nos Estados Unidos. A publicação é - surpresa - sobre as bibliotecas do futuro. Sendo uma publicação de 2011, ainda é cedo para avaliar, mas que é uma análise interessante do passado e do presente, lá isso é.
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