A geração que destruiu o tédio

Nos anos 80 do século passado, começou em Nova Iorque uma moda que consistia em converter igrejas em discotecas e/ou em bares. E os conservadores, que não querem que nada se altere e que tudo permaneça imutável, vieram logo vociferar: vejam bem, de casa de adoração para casa de pecado.

A verdade é que se pode instalar um café ao lado da sacristia para os fiéis se consolarem com uma bebida quente e estimulante a seguir ao serviço religioso sonolento, que decorre quase sempre em temperatura baixa. Pode até ter música ambiente e não será por isso que deixa de ser uma igreja. Mas se da igreja ficarem só as paredes, não passará pela cabeça de ninguém continuar a chamar àquele equipamento uma igreja.

Ora, no Canadá, que é gente que tem uma longa tradição e adoração por bibliotecas, andam a ver se as transformam noutra coisa diferente sem que, mesmo assim, se deixe de chamar àquilo biblioteca. Mas, convenhamos, mais parece um ATL. Senão, vejam:


Por mim, não tenho nada contra.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O modelo TPack